29 setembro 2019

Minha ida ao World RPG Fest 2019

No fim de semana de 14 e 15 de setembro aconteceu mais uma edição anual do World RPG Fest, evento que eu faço questão de participar todos os anos desde sei lá quando...

E, pra variar, essa postagem tá atrasada...

Neste ano eu fui como parte da equipe de Mestres Oficiais New Order, preparado para mestrar 2 aventuras em sistemas da editora: Starfinder e 7º Mar.

O sábado tradicionalmente é um dia meio morno do evento, mas a minha mesa de Starfinder encheu logo cedo, mesmo que o horário marcado para ela era só às 14 horas. Enquanto o horário da mesa não chegava eu aproveitei pra dar uma passeada no evento, e tentar achar alguma coisa interessante e barata pra comprar, ou só interessante pra ficar com vontade de comprar.

O evento começa tímido... 
O estande da New Order estava vendendo a edição fresquinha do Chamado de Cthulhu, que ele anunciaram apropriadamente como "O Chamado de Cleiton". A Retropunk estava com o Mouse Guard, mas esse eu já garanti. Fiquei mesmo com vontade de comprar o livro físico do 7º Mar, que eu só tenho em pdf por enquanto.

Mesa de Starfinder aguardando jogadores 
Às 14 horas eu comecei a minha mesa de Starfinder, com uma aventura bem básica: uma missão para resgatar uma carga perdida na Diáspora, com direito a exploração de uma nave em ruínas e um combate espacial contra dois caças no final.

Infelizmente não pude aproveitar muito do sábado por causa de uma enxaqueca terrível. Eu esperava jogar em alguma mesa de Mouse Guard, mas preferi ficar quietinho num canto até a dor de cabeça passar.

O domingo já foi bem mais movimentado e logo cedo as mesas já estavam bem cheias. A minha mesa de 7º Mar começou assim que as vagas foram preenchidas. Desta vez a aventura era uma corrida em busca de um artefato antigo. Foi a minha primeira mesa de 7º Mar e confesso que esse é um sistema complicado pra quem já está acostumado com RPGs mais tradicionais. Mas mesmo assim a mesa fluiu bem graças à compreensão dos jogadores que também estavam curiosos para ver o sistema funcionando.

Mesa de 7º Mar rolando
A aventura rendeu várias cenas heroicas, especialmente no final, com direito a um duelo de espadas pela disputa do artefato e uma fuga desesperada para fora do templo enquanto ele desmoronava sobre si mesmo.

O domingo também costuma ser o dia em que eu encontro alguns amigos antigos e passar algumas horas conversando com velhos amigos é sempre a melhor parte desse evento.

Tradicionalmente eu sempre compro alguma lembrancinha: um chaveiro, uma miniatura ou um conjunto de dados, mas achei tudo meio caro esse ano, então voltei pra casa sem nenhuma nova aquisição.

31 agosto 2019

#RPGaDay2019 - Dia 31: Last

Afinal, terminou o RPG a Day desse ano. Foi a minha primeira participação e foi muito legal, apesar de, em alguns momentos, eu ter ficado totalmente perdido olhando pra tela em branco e pensando no que poderia escrever sobre a palavra do dia. 

Uma coisa que eu posso tirar dessa experiência é saber que a minha cabeça pode estar cheia de quinquilharias, mas procurando bem podem sair coisas interessantes. E, como tudo, separar boas ideias do ruído requer prática. Prática que eu desenvolvi um pouquinho neste mês e pretendo continuar desenvolvendo. 

Então fica o meu agradecimento a quem me acompanhou e o convite pra continuar, porque a ideia é que esse não seja o final. Continua a intenção de unir as minhas atividades favoritas, RPG e desenho. E continua a intenção de postar a cada 2 semanas, mais ou menos...

As portas dos Salões continuam abertas...

30 agosto 2019

#RPGaDay2019 - Dia 30: Connection

Conexão é um dos motivos de eu estar preferindo investir em campanhas do que jogar aventuras one-shots, ultimamente. Durante boa parte dos últimos anos eu investi muito mais em aventuras de uma ou duas sessões, principalmente pelo desejo de experimentar vários sistemas diferentes. Mas, desde abril deste ano, e também o ano passado se contar uma campanha que eu estava mestrando online, eu tenho mestrado no formato de campanha e a palavra de hoje talvez expresse o motivo de eu estar muito mais inclinado a esse modelo.

A cena é clássica: os jogadores acabaram de fazer seus personagens, ou escolheram entre alguns personagens preparados de antemão pelo mestre, e a aventura vai começar. E aí o mestre começa com o seu primeiro problema: como juntar esses personagens de uma forma coerente e, principalmente, rápida, para que a aventura possa finalmente começar. E lá vai alguma solução forçada como o memético "velhinho da taverna" ou o bastante comum "vocês são velhos conhecidos que acabaram de se reencontrar".

Essas soluções, embora práticas e até coerentes em termos narrativos, não criam a conexão necessária para que os personagens ajam como um grupo. Se estiverem usando personagens prontos existe ainda a questão da conexão entre jogador e personagem. Claro que às vezes acontece, mas acaba sendo mais sorte do que outra coisa. A obrigatoriedade de criar um união de grupo logo nos primeiros minutos de jogo, pra então partir para a aventura em si também é um problema que me incomoda. Em muitas ocasiões uma boa parte da sessão foi gasta criando motivos para os personagens trabalharem juntos, sendo que não haveria uma oportunidade de continuar com aquela aventura em outra ocasião.

Tendo já estabelecido que aquela é apenas o início de uma série de aventuras esse tempo de aclimatação dos jogadores com os personagens, e dos personagens uns com os outros, não é mais um problema, na verdade torna-se uma parte essencial da narrativa e da diversão.

Mesmo que as primeiras sessões sejam meio quebradas, aos poucos, de sessão em sessão, vai se estabelecendo uma dinâmica natural na mesa: os jogadores começam a conhecer ainda melhor os seus personagens e explorar coisas novas, os personagens começam a conhecer uns ao outros e prever como reagirão, quais suas forças e fraquezas e como cada um pode contribuir para a aventura, objetivos individuais começam a ser objetivos do grupo e quando você percebe eles nem lembram mais como ou porquê se juntaram num grupo; é como se sempre tivesse sido assim. Conexão!

Nada contra aventuras one-shot, é claro! Elas podem ser bem divertidas e dão uma oportunidade de experimentar novos sistemas e cenários, ou testar idéias para jogos mais longos. E em eventos, eu particularmente quero jogar com pessoas que eu não vou ter a oportunidade de jogar em outra ocasião, então aquela one-shot salvadora vem sempre a calhar. Mas, podendo estabelecer um compromisso de uma campanha eu vou preferir esse formato.

Pelo menos até eu mudar de ideia...

29 agosto 2019

#RPGaDay2019 - Dia 29: Evolve

Evolução é aquela parte dos sistemas de RPG em que os personagens são premiados com XP (ou o equivalente) que é usado para adquirir novas habilidades ou aumentar aa existentes. Os personagens ficam mais hábeis e poderosos.

Uma das coisas mais básicas que eu aprendi na faculdade de biologia é que evolução é mudança, e não necessariamente aprimoramento. E esse conceito pode ser aplicado aos personagens e às aventuras.

Uma das coisas que eu aboli nos meus jogos é ficar contabilizando XP dos personagens. Em sistemas que usam níveis eu simplesmente dou um aumento de nível ao fim de uma aventura ou arco de história. Se o sistema usa pontos eu dou um valor fixo para todos.

Eu procuro valorizar mais as transformações naturais que acontecem ao longo do jogo: ganho ou perda de aliados ou inimigos, a conquista de uma reputação, seja boa ou ruim, novos conhecimentos que não estão atrelados necessariamente a um aumento de perícia ou habilidade. E muitas vezes a evolução mais interessante é aquela que diminui as capacidades de um personagem, pelo menos temporariamente.

Uma vez que as boas campanhas são aquelas que contam a história dos personagens a melhor evolução de personagens é manter essa história rolando, com altos e baixos...