Pra mim, amizade e RPG são duas coisas quase indissociáveis. Na verdade esse é um tema tão batido que chega a ser clichê, mas é um clichê dos bons...
No meu caso, que sempre fui um cara tímido e introvertido, posso dizer com certeza que não teria nem metade das amizades que conquistei se não fosse pelo RPG. Algumas delas não começaram por causa dele, mas com certeza elas só se tornaram os laços sólidos que são hoje por causa da forja incandescente que é partilhar noites rolando dados, explorando dungeons cheias de monstros e itens mágicos, regados ao manjar da pizzaria de esquina mais próxima.
Pode ser que isso não seja uma exclusividade do RPG, mas graças a ele eu fiz amizade com pessoas que talvez eu nunca tivesse conhecido de outra forma. Pessoas com origens, características e visões de mundo muito diferentes das minhas e nesse teatro da mente essas diferenças acabam sendo menos importantes, ou até benéficas. Afinal, um grupo precisa de várias classes diferentes pra funcionar bem.
Claro que nem tudo era harmonia. Tretas não faltaram, mas é um pouco demais colocar um bando de adolescentes fechados numa sala por 5, 6 horas e achar que não vai rolar nem um pouquinho de caos, choro e ranger de dentes...
A maior parte desses amigos, por um motivo ou outro da vida, estão longe e aquele compromisso semanal à volta da mesa não é mais possível, mas mesmo a oceanos de distância a gente continua a manter contato e, se o fuso horário permitir, rola alguns d20s à volta de uma mesa online.
Aos membros do Livro Vermelho...
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