09 agosto 2019

#RPGaDay2019 - Dia 9: Critical

Quase todo sistema de RPG tem alguma regra sobre rolagens extremas, os famosos Críticos (mesmo quando o sistema não usa essa nomenclatura). E com certeza esses momentos onde coisas extremas acontecem nas horas mais inesperadas costumam ficar na memória. Afinal já dizia aquela música: Criticooo! É critico de festaaa! (Me desculpem por isso...)

Como Mestre eu tenho alguns problemas com rolagens críticas, especialmente falhas e ainda mais se forem fora de combate. Sucessos críticos em combate geralmente tem efeitos bem determinados. Alguns sistemas ainda reservam alguma tabela para efeitos de falha crítica em combate. Mas fora de combate a coisa fica muito mais solta e eu confesso que tenho uma certa dificuldade de criar um resultado que seja realmente notável, mas sem perder a mão e entregar demais a ponto de tornar algum elemento da aventura inútil. 

No caso de falhas a dificuldade é pensar em algo que seja interessante, mas não grave o bastante para tirar o personagem do jogo. Pessoalmente eu não gosto de incapacitar um personagem simplesmente porque o jogador teve azar nos dados. Principalmente se a ação que ele estava tomando não era particularmente perigosa.

Considerações a parte, eu me lembro de alguns casos de resultados críticos que ficaram na memória. O primeiro foi de uma amiga que ia jogar a primeira vez na vida. Ela montou uma arqueira elfa, acho que nível 3 ou 4, não lembro exatamente. 

Primeiro combate, o mestre descreve um grande verme que surge da neve, provavelmente um Forst Worm. Ela rola o dado e tira um 20. O mestre pede para ela rolar de novo, pra confirmar se foi um crítico e ela tira outro 20. Todo mundo vibra e ela sem entender nada que estava acontecendo. O mestre pede pra ela rolar o d20 de novo: outro 20. Ela mata o vorme com uma flecha no primeiro turno do primeiro combate de RPG da vida.

Outro caso foi mais recente, numa mesa de Starfinder que eu mestrei. Todos os personagens tiraram falha crítica nos ataque com lasers, um depois do outro no mesmo turno. Foi literalmente 3 rolagens "1" em sequência. Foi tão perfeito que eu pedi pros jogadores desconsiderarem a narração anterior e narrei que o primeiro personagem sem querer acertou a arma do segundo, que por sua vez disparou acidentalmente na arma do terceiro que por fim acertou a luz do galpão onde estavam, deixando todos no escuro.

Na minha campanha atual de GURPS eu não tive mais tanta dificuldade de criar bons resultados de falha crítica depois que um jogador criou uma personagem com Azar. Agora toda vez que um jogador tira uma falha crítica alguma coisa acontece com ela. E ele não pode reclamar, afinal foi ele que escolheu fazer uma personagem azarada.

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